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domingo, 14 de dezembro de 2008

O rio e o oceano


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira.

O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar.

Voltar é impossível na existência.

Você pode apenas ir em frente.

O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, Mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Assim somos nós, voltar é impossível na existência. Você pode ir em frente e se arriscar.

Coragem, torne-se oceano.

Autor desconhecido

Bambu chinês


"O Bambu Chinês - um incrível arbusto - depois de plantada sua semente, não se vê nada, absolutamente nada, por 4 anos - exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.
Durante 4 anos, todo o crescimento é subterrâneo, numa maciça e fibrosa estrutura de raiz,
que se estende vertical e horizontalmente pela terra.
Mas então, no 5º. ano, o bambu chinês cresce até atingir vinte e quatro metros."

Muitas coisas na vida (pessoal, profissional) são iguais ao bambu chinês.
Você trabalha, investe tempo e esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu
crescimento,e às vezes não se vê nada por semanas, meses ou anos.
Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando e nutrindo, o "quinto ano" chegará e o crescimento e a mudança que se processam o deixarão espantado.
O bambu chinês pode ser um grande exemplo de que não podemos desistir fácil das coisas.
Em seus trabalhos, principalmente projetos que envolvem mudança de comportamento,
de cultura, de sensibilização para novas ações, lembre-se do bambu chinês...
Não desista fácil frente as dificuldades que podem surgir.



Autor desconhecido



Postado por LUIZ CARLOS PEREIRA

Prece de Exu





Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua Vontade.Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado à exercer a descrença, a confusão e a ignomínia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro nalgum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.Aceito , sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.Peço-Te, Oh, Pai infinito que lhes perdoe.Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.


Fleruty (Exu Tiriri) (Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)

A escola dos bichos





Essa serve para muitos umbandistas e pessoas em geral... Reflexão é sempre uma boa!


Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito
que a corrida fosse incluída. E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"... coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO!


Autor desconhecido

VÓ BARTIRA

Há mais de vinte anos ouvi dizer que em nosso bairro morava uma mãe no santo que era feiticeira. Era a Vó Bartira, fui ao seu terreiro uma vez e ela, como pessoa, me impressionou, negra, pequenina, mas muito lúcida e altiva para seus mais de noventa anos. Não incorporava mais, sentava-se em uma cadeira branca ao lado do congá e dali dirigia todo o trabalho com mão de ferro. Exigia que todas as entidades a cumprimentassem e nada era feito sem por ela ser autorizado. Era quem definia as entidades que dariam os passes, quantos seriam atendidos, quem poderia falar em particular e assim por diante.
Tinha uma linha de trabalho que eu na época não poderia julgar, mas hoje me pego pensando de onde viria nunca mais vi alguém trabalhar daquela forma. No dia em que fui a esse terreiro achei estranho ser uma gira de direita e mesmo assim todas as luzes serem mantidas apagadas durante o tempo que durou. Apenas as velas do congá e dos pontos riscados pelo chão iluminavam o local.
Mais de vinte filhos espalhados pelo salão e pelo menos quinze deles incorporaram. Surpresa! Cada um com uma linha, no mesmo instante em que a Vó determinou que os atabaques soassem para a chamada, as incorporações começaram praticamente ao mesmo tempo. Havia baiano, boiadeiro, preto-velho, erê, cigano, Iemanjá, Oxum, exu e pomba-gira. Nunca tinha visto algo parecido em lugar algum e confesso que ainda hoje não tornei a ver.
Não estou aqui julgando e posso afirmar que ela era uma mãe conceituadíssima em nosso bairro respeitada por todos e benzedeira de todas as crianças da região. Eu na condição de pai no santo tenho absoluta certeza que não conseguiria trabalhar dessa forma, pois acho muito difícil reunir tantas entidades diferentes em um mesmo ambiente, haja vista todos terem suas particularidades de culto e postura.
Confesso que a Vó Bartira mexeu com minha cabeça e fui atrás de informações e foi incrível, todos os pais e mães no santo que eu procurava me diziam da maravilha de dirigente que ela era, mas que não queriam conversa a esse respeito.
Soube através de antigos médiuns dela que os testes que aplicava nos exus de sua casa eram dignos de filmes de terror. Fazia todos incorporarem em torno de uma grande panela com água fervente sobre uma fogueira, jogava um animal vivo dentro, podia ser um gato ou galinha. Os exus deveriam manter a tampa fechada com as próprias mãos até que acabasse o estertor do bicho. A panela então era aberta e todos comiam pelo menos um pedaço.
Como sou absolutamente contra os testes físicos em terreiros, isso até hoje me enoja, contudo vários médiuns que conheci e passaram por esse teste achavam absolutamente normal e um absurdo que não fosse feito em todas as casas. Infelizmente ela morreu pouco tempo depois de minha visita e não tive como conhece-la melhor, mas o olhar doce que ela me deu no dia em que nos encontramos até hoje está em minha memória. Qual seria o mistério de Vó Bartira?

Obs.: O nome da mãe foi alterado, mas quem morou em Itaquera nos anos 80 deve ter ouvido falar nela.

Postado por LUIZ CARLOS PEREIRA

Consciência umbandista

Se somos todos irmãos e professamos a mesma religião, não consigo entender as discordâncias coléricas que crescem a cada dia envolvendo preceitos, mistérios e mesmo fundamentos dos mais comuns.
Temos urgente necessidade de entender e respeitar a opinião que não se alinha com a nossa. Caso contrário acabaremos envolvidos em uma guerra inútil que nos levará ao fundo do poço. A imagem passada por tais discussões é a de que nossa religião é terra de ninguém, aonde quem chega manda.
Pior ainda é passar a idéia de que não temos a mínima idéia sobre nossos próprios rituais já que mostramos para quem está de fora que não conseguimos nos entender até mesmo em pequenas coisas. Seria tão mais fácil e coerente se todos se permitissem usar a consciência umbandista que existe e deve ser utilizada.
O que diz essa consciência? Respeite as enormes diversidades ritualísticas contidas na Umbanda! Respeite as crenças de nossos irmãos! Respeite a sabedoria e mais ainda a falta dela! Respeite para ser respeitado! Coloque sua forma de pensar e crer exatamente como são e permita que seu irmão faça o mesmo.
Em caso de divergência, ambos podem e devem mostrar seu lado da questão, mas, por favor, de forma educada e adulta. Se cada lado resolver ser o dono da verdade, nada se aprenderá e a tal imagem que nos denigre aparecerá.
Quando utilizamos a consciência umbandista, procedemos da maneira correta, muita coisa passa a ser entendida e aceita com mais naturalidade e eu não me espantaria ao ver irmãos praticando rituais que outro lhe disse e ele nunca havia sonhado em fazer, apenas por não ter entendido antes como devia (ou se podia) ser feito.
Esqueça a frase "não existe", dentro de nossa religião ela é que não pode existir, o processo evolutivo é grandioso e se processa com rapidez incrível. O que foi dito ontem que não existia, hoje já pode haver aos centos.
Usando paciência, educação e respeito, ensinamos e aprendemos com tranqüilidade, sem o malfadado ranço da necessidade de saber tudo que só demonstra falta de humildade. Assim é a Umbanda que conheço e pratico!

MILHO DE PIPOCA


A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém.Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?
Autor Rubens Alves

domingo, 26 de outubro de 2008

A Aranha

Certa vez um homem estava sendo perseguido...

Haviam malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- "Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!"

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:
- "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha", e continuou a orar, "Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar..."

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.

Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- "Vamos, entremos nesta trilha!"
- "Não, não está vendo que tem até teia de aranha!? Nada entrou por aqui.Continuemos procurando nas próximas trilhas"

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.

Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n`Ele para deixar que sua glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.

A cadeira

Um sacerdote foi chamado pela filha de um homem que se encontrava muito enfermo, e que necessitava de orações. Quando o sacerdote entrou no quarto, encontrou o pobre homem na cama com a cabeça apoiada num par de almofadas. Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o sacerdote a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.

-Suponho que estava me esperando? perguntou-lhe.

-Não, quem é você? respondeu o homem enfermo.

-Sou o sacerdote que a sua filha chamou para que rezasse com você; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo.

-Ah sim, a cadeira... você não se importaria de fechar a porta?

O sacerdote fechou a porta. O homem enfermo lhe disse:

- Nunca contei isto para ninguém, mas passei toda a minha vida sem ter aprendido a rezar. Quando eu ia para a igreja e ouvia algo a respeito da oração, como se deve orar e os benefícios que recebemos através dela... mesmo assim, não queria saber de orações! Me entrava por um ouvido e saía por outro. Assim sendo, não tenho idéia de como rezar. Então...há muito tempo abandonei por completo a devoção. Assim eu vivia até alguns anos atrás, quando conversando com meu melhor amigo, ele me disse:

- José, orar é simplesmente ter uma conversa com Jesus, e isto eu sugiro que você não deixe de fazer... você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente.
Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está sentado nela, bem diante de você. Isto não se trata de insanidade, pois ele próprio certa vez nos disse: -"Eu estarei sempre com vocês". Portanto, você deve falar com ele e escutá-lo, da mesma forma como está fazendo comigo agora.

-Pois assim eu procedi e me adaptei à idéia. Desde então, tenho conversado com Jesus durante umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja... pois me internaria num manicômio imediatamente.

O sacerdote sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que vinha fazendo e que não deixasse nunca de fazê-lo. Em seguida rezou com ele. Deu-lhe uma bênção e foi para a sua paróquia.

Dois dias mais tarde, a filha de José comunicou ao sacerdote que seu pai havia falecido. O sacerdote perguntou:

- Ele faleceu em paz?

- Sim, quando eu estava me preparando para sair, ele me chamou ao seu quarto. Me disse que me queria muito e me deu um beijo. Quando eu regressei das compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém há algo de estranho em relação à sua morte, pois aparentemente, antes de morrer, chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e recostou sua cabeça nela. Foi assim que eu o encontrei. O que será que isto poderia significar?

O sacerdote, profundamente estremecido, enxugou as lágrimas e lhe respondeu:

- Oxalá que todos pudéssemos partir dessa maneira.

É curioso como podemos enviar contos e brincadeiras através do correio eletrônico... os quais se desfazem como poeira; porém quando se trata de mensagens de Deus, pensamos duas vezes antes de compartilhá-las com os outros. É curioso como a luxúria nua e crua, vulgar e obscena, viaja livremente através do ciberespaço, porém quando se trata da palavra de Jesus, ela é suprimida das escolas e dos locais de trabalho.

É CURIOSO, NÃO É VERDADE?

É curioso se quando você terminar de ler esta mensagem, não a enviará a muitos dos que estão na sua lista de endereços, talvez porque você não esteja seguro daquilo que eles pensarão a respeito. Ou...pior, daquilo que eles possam pensar a respeito de você. É curioso quando nos preocupamos mais em relação àquilo que as pessoas possam pensar de nós do que em relação àquilo que Deus pode pensar de nós mesmos...!

Que você tenha um dia coroado de bênçãos junto com os seus. Ademais, convido a você para que repita esta oração em todo o lugar e a todo o momento quando necessitar de algo especial: "Senhor, Esteja sempre conosco"."

domingo, 21 de setembro de 2008

Para Você ler e Refletir

A História de Agenor e Amaro
Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco... Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu estou com muita fome.

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente... Ao entrar dirige-se a um homem no balcão dizendo:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome. Não tenho nenhum tostão, pois saí cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço, em nome de Jesus, que me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro, o dono da padaria, estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida, o famoso Prato Feito.

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... Para Agenor, era uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá... Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada... A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades....

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, pede que o amigo relaxe e diz que mais tarde conversariam sobre trabalho... Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há 2 meses não recebia nada... Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias... Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela "fartura", Agenor é um novo homem... Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores... No dia seguinte, às 5 da manhã, lá estava Agenor na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho... Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando... Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa... E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar... Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula... Vamos encontrar agora o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro... Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o "antigo funcionário" tão elegante em seu primeiro terno. Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem.

Agenor resolve criar então uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço... Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um... Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido... Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho", que seu pai fundou com tanto carinho:

"Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Ele habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!"

(História verídica) Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!

PEGADAS NA AREIA



Uma noite eu tive um sonho... Sonhei que estava
andando na praia com o Senhor, e através do céu,
passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se
passava, percebi que eram deixados dois pares de
pegadas na areia, um era meu e outro era do Senhor.
Quando a ultima cena da minha vida passou diante de
nós, olhei para traz, para as pegadas na areia, e notei
que muitas vezes no caminho da vida havia apenas um
par de pegadas na areia. Notei também que isto
aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos
do meu viver. Isso aborreceu-me, então perguntei ao
Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que uma vez que resolvi te
seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o meu
caminho, mas notei que durante as maiores
tribulações do meu viver, havia apenas um par de
pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas
em que necessitava de Ti, tu me deixastes...
O Senhor respondeu:
- Meu precioso filho, Eu Te Amo e jamais te deixaria
nas horas de tua prova e de teu sofrimento. Quando
vistes na areia apenas um par de pegadas, foi
exatamente aí, QUE EU TE CARREGUEI EM MEUS BRAÇOS!

Suplica a Ogum


Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece e que sejam ouvidas. Que esta prece corra mundos e universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para suas dores, que corra os quatro cantos da terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos em forma de brado e advertência de um filho de ogum que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.

Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que as minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho.

Ogum, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, e que eu seja sempre um fiel caminhoneiro e seguidor dos teus exércitos, e que nas minhas caminhadas só hajam vitórias. E mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós os vossos filhos não conhecemos derrotas, porque sendo o senhor o Deus da guerra, nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo. Mas tendo o senhor como meu pai, minha vitória será certa.

Ogum, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que no meu jardim só hajam flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédio para seus males.

Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, que cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a ordem dos cavaleiros de ogum. Pai, dai luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem é porque vivem nas trevas e, na realidade, só perseguem a luz que vós me destes.

Senhor, me livre das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos grandes, da inveja, das mentiras e da viaidade que só me leva a destruição.

E que todos aqueles que ouvirem esta prece e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.

Ogum,e que eu possa dizer para todos: Meu Pai Ogum te abençõe!
Blog:
http://povodearuanda.blogspot.com/

Oração da Umbanda


“ Senhor !
Fazei de mim um instrumento da tua paz !
Onde houver ódio, fazei que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé,
Onde houver erros, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz !

Ó Mestre ! Fazeis que eu procure mais,
Consolar, que ser consolado,
Compreender, que ser compreendido,
Amar, que ser amado...

Pois é dando, que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive, para a Vida Eterna !

Atraves desta oração encontramos grande parte de um dos principios de nossa Umbanda CARIDADE E COMPAIXÃO.......

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

FATOS INTERESSSANTES DE SEREM ABORDADOS

Estávamos a pensar noutro dia sobre algumas perguntas que recebo em relação a quais seriam os orixás que se cultua na Umbanda, assunto em que normalmente evito tocar, já que há Umbandas e Umbandas, todas com diferentes formas de entender e absorver ensinamentos que lhes chegam das mais variadas formas. No entanto, fazendo uma análise "fria e crua" do que vemos neste sentido, não só agora, mas desde há muitos anos atrás, também eu acabo ficando confuso (se me deixar levar pelas crenças) no meio de tantas afirmações "consistentes" de que a Umbanda tem que reverenciar este, esta, aquele, aquela e também aqueles outros orixás ... Isto confunde. Isto deixa qualquer neófito que resolva pesquisar, meio que "de orelha em pé", tal é a variação de "orixás" que se sugere às vezes, e se impõem outras vezes.
Encontramos Umbanda com 14 "orixás", com 16 "orixás" e às vezes até mais quando resolvem incluir mais alguns Inkices, Voduns, além dos "Orixás" que são Nagôs, mesmo sabendo que desde sua CRIAÇÃO ou ANUNCIAÇÃO o número 7 (sete) foi eleito como base para AS SETE LINHAS DE TRABALHO e não para SETE ORIXÁS ou DIVINDADES, embora esta terminologia ("orixá") tenha se infiltrado fortemente na crença umbandista posteriormente, principalmente com o advento do "VAI LÁ "FAZER CABEÇA" E VOLTA PRA TOCAR UMBANDA", como já dissemos em outras postagens. O pior é que mesmo estes que diziam ter ido "fazer cabeça", em sua maioria, o máximo que faziam era um BORI, porque para se "fazer cabeça" mesmo e receber ordem de chefia com o DEKÁ, teriam que passar pela obrigação de SETE ANOS de "feitura".
Mas qual ... foram instruídos de que bastaria se recolherem e colocarem um Oxu em seus camatuês que a "firmeza" estava pronta e já eram "pais di santu" ...
O fato é que com essas "idas e vindas", conceitos e mais conceitos sobre orixás, principalmente baseados em ITANS (LENDAS), foram introduzidos em muitas umbandas que acabaram por trocarem as LINHAS DE TRABALHO por ORIXÁS de Linha Nagô, resultando numa imensa confusão e até mesmo contradições quando se tenta saber "quem são os orixás da Umbanda"! Por causa disto vemos alguns afirmarem que cultuam em sua Umbandas "orixás" como Ewá, Tempo, Ossanhe, Oranian, Logun Edé, Wungi, Matamba, e até Egunitá que deixou até de ser qualidade ou espécie de Oiá pra virar "orixá" ... e por aí vai.
Sei que este é mais um tema crítico e por isso mesmo vou tentar encaminhá-lo da maneira mais serena possível.
Em primeiro lugar os Itans que tentam justificar ou explicar ou mesmo divinizar ex- heróis como "orixás", nada mais são que parábolas criadas pelos africanos e acredito que até mesmo já aqui no Brasil onde ouve a maior miscigenação com conseqüente mistura das crenças que vieram a compor os Candomblés, sendo que as de uns grupamentos afro eram absorvidas por outros, bem assim como suas divindades. Tanto é assim que Omolu/Obaluiaê e Nanã, de Nação Jêje (pra não falar de outros mais), nem eram divindades Nagôs, mas acabaram sendo também cultuados por eles e adquiriram aqui, Itans que os relacionavam com Orixás, o que, se pensarmos bem, não deveria ter acontecido.
Numa analogia para se entender porque não deveria ter acontecido, observemos que, por serem originários de outra Nação que não a Yorubá, juntá-los numa mesma crença seria mais ou menos como juntar Deuses Egípcios com Deuses Gregos e criar lendas para que PARECESSE que sempre estiveram em contato. E antes que alguém me venha falar de Gregos e Romanos, repare que neste caso os Deuses foram sincretizados e não existe, pelo que sei, nenhuma lenda em que Zeus interaja com Jupiter ou Aires (ou Ares) com Marte, ou seja, não existem lendas em que, os Deuses gregos interajam com Deuses Romanos - cada um de sua Nação tem suas próprias lendas.
Fato é que, com fins de adaptações e não perda de certos "poderes" que esses "orixás" teriam, foram feitas adições ao panteão e os Candomblés (tão brasileiros quanto a Umbanda), escolheram entre um número que ainda não se sabe bem ao certo (alguns falam de 400 e outros de mais de mil) de inkices, vodunces e orixás, os que deveriam aqui ser cultuados. E todos receberam essa nomenclatura - "orixás" - em número de 16 para os que se dizem de raiz Nagô.
Revendo então: Umbanda com suas SETE LINHAS e Candomblé com seus 16 "ORIXÁS"!
Aí é que começa toda a trapalhada porque as SETE LINHAS receberam nomes dos patronos (orixás E santos) numa clara demonstração, desde o início, de que nela haveria influências, tanto católicas quanto afro, mas com filosofia claramente espírita, inclusive com indicações claras, por parte do CDSE, para que os livros de Allan Kardec fossem lidos e tidos, desta forma, como base.
Aí danou-se! Parece que o CDSE já fez isto pra confundir mesmo!
Fato é, no entanto, que desde os primeiros passos da Umbanda, já se tentava codificar algumas coisas, o que, pelo que vemos hoje, não foi possível, exatamente porque nem à época e nem mesmo hoje, tenha-se conseguido irmanar cultos e religiões, ainda que uns usem ritualísticas, conceitos e até mesmo filosofias de outros, já que o ser humano, este "ser perfeito"(?), basicamente não admite que "sujem" suas crenças que normalmente tomam como "verdades indiscutíveis". Desse modo, mesmo tendo a Umbanda se utilizado de nomes africanos EEEE católicos para designar suas Linhas de Trabalho, também não consegue fazer entender a seus adeptos, tanto os mais europeizados (ditos cristãos), quanto os mais africanizados, que as Linhas de Santo/Orixá preconizadas pelo CDSE, não eram necessariamente nem Culto a Santo e nem Culto a Orixás e provavelmente foram adotadas em função do que mais se conhecia na época ligado a religiões e, principalmente, que essas LINHAS, seriam como por exemplo, divisões, setores ou grupamentos de espíritos, que viriam e trabalhariam, cada um com seus estilos e técnicas, em prol do que sempre foi objetivo desta Umbanda - CARIDADE ATRAVÉS DOS ESPÍRITOS.
Repare você que nos lê, que a figuras principais na Umbanda são OS ESPÍRITOS - gente que já viveu antes na Terra.
Fiquei pensando também, se do meio de todo esse povo que praticava Umbanda "nas antigas", além dos que foram FAZER SACERDÓCIO NOS CANDOMBLÉS, tivesse havido os que fossem se CONSAGRAR PADRES, seguindo a idéia de que a Umbanda, "por ser cristã e adotar os Santos Católicos", deveria ter sacerdotes deste naipe também, na mesma linha de pensamento dos que pensaram que, "por ser a Umbanda Africana e adotar orixás", teriam que bater cabeça nos Candomblés. Já pensou no que isso iria dar?
Voltando às tentativas de codificação, vimos que desde o início tivemos o já conhecido Leal de Souza que, tentando estipular quais seriam as Linhas de Trabalho da Umbanda, determinou-as assim: OXALÁ (Nosso Senhor do Bonfim), OGUM (São Jorge), EUXOCE/Oxossi (São Sebastião), SHANGÔ/Xangô (São Jerônimo), NHAN-SHAN /Iansã (Santa Bárbara), YEMANJÁ (Nossa Senhora da Conceição) e ALMAS.
Depois dele tivemos vários outros autores que tiraram as Almas de lado e colocaram Oxum, mais alguns que inseriram Ibejis, mais alguns que arrumaram um lugarzinho para Omolu que acabou dando entrada para Obaluaiê, mas antes ainda coroaram Nanã como sendo Santa Ana ... A partir daí abriram-se as portas e cada um elegeu seus orixás preferidos e passou a cultuá-los, esquecendo-se totalmente DAS SETE LINHAS DE UMBANDA. E mesmo cantando pontos de abertura como o que vem abaixo, esqueceram-se de observar que suas Umbandas JÁ NÃO TINHAM MAIS SETE LINHAS.
Quem está de ronda é Ogum, Megê
Quem rola pedra é Xangô, Kaô
Quem está nas matas é Oxossi, é!
E, é, é, Oxalá que é meu senhor.
SETE LINHAS DE UMBANDA
SETE LINHAS E ORIXÁS
Iansã na cachoeira, Yemanjá no alto mar
As crianças quando descem, vêm aqui pra saravá
Preto Velho quando arria, ele vem descarregar.
- "Pô, Claudio, aí "babou"! - diriam alguns - porque eu contei 8 citações neste ponto aí" ...
É, mas não "babou" não, porque as crianças são falanges de espíritos e não especificamente Linhas de Trabalho (se fossem estariam sempre presentes, atendendo aos necessitados, como fazem Caboclo e Pretos Velhos de diversas LINHAS) que sempre estiveram presentes em todas as Linhas, desde Oxalá até Exu, muito depois, quando começaram a adentrar aos terreiros de Umbanda, como já disse antes, apresentando-se como Linhas de Trabalho e não mais como apenas auxiliares/quimbandeiros. E Pretos Velhos eram separados e considerados LINHA DAS ALMAS - o que foi aproveitado, depois, para que inserissem Omolu, como o Senhor das Almas e responsável por todas as falanges de Pretos Velhos, numa adaptação de LINHA para ORIXÁ (que no caso deveria ser VODUN e não ORIXÁ).
Pode recontar agora que vai cair exatamente nas sete Linhas propostas por Leal de Souza.
Hoje sabemos que nossos Pretos Velhos não integram somente a Linha das Almas e podem vir por qualquer outra dessas Linhas de Trabalho que antes eram dominadas apenas por CABOCLOS e CABOCLAS. Mas que todos têm um pezinho nas Almas, lá isso têm!
Mas Oxum, Claudio? Como é que fica? E Nanã? E Obaluaiê? E Omolu? E ... ?
Pois é! Aí começamos a entrar pelo universo das inserções e começando a fazer da Umbanda Original um cabide de "Orixás", a ponto de jurarem que também Ossanhe, Ewá, Tempo, Logun Edé, Oxumaré, etc, fazem parte do panteão Umbandista. Neste ponto entramos fundo na UMBANDOMBLÉ que muitos até atacam, esquecendo-se de que estão nela inseridos, não só por adotarem panteões parecidos com os dos Candomblés, como também práticas ritualísticas de iniciação semelhantes.
Gente! Vamos pensar? Vamos parar para olhar mais para nós mesmos, nos corrigir e deixarmos de ver tão bem os possíveis defeitos, apenas dos outros?
Com todas essas inserções, dá pra se discutir Orixás, Santos ou Linhas de Trabalho?
-"Mas Claudio, eu não sigo essas Linhas de Trabalho e considero "Orixás" como parte importante da "minha Umbanda". Você está querendo dizer que eu não faço Umbanda"?
Aí é que está. Se você adota o culto e crença nos orixás africanos, é um direito seu, embora deva ficar ciente de que, como eu disse na postagem anterior, Orixá Africano tem formas bastante definidas para seus cultos que, muitas vezes, contrariam fundamentos da Umbanda original. Eu perguntaria antes de responder: Você sabe mesmo cultuar um Ogum africano? Você sabe mesmo cultuar um Oxossi africano? Você sabe mesmo cultuar um Logun Edé, um Ossanhe, Obá, etc?
Se sua resposta for sim, com toda a convicção, então não vejo mal algum de você levar sua fé por esses caminhos desde que se lembre sempre do objetivo principal da Umbanda: TRABALHOS COM ESPÍRITOS (ex-encarnados) PARA A CARIDADE! Porque se sua "umbanda" se voltar para fazer apenas CULTOS A "ORIXÁS", esquecendo-se que quem trabalha mesmo na Umbanda são ESPÍRITOS (e não Orixás) e para a CARIDADE ... aí deixou de ser UMBANDA.
Gostaria de reforçar aqui uma tese através da qual essa adoções de conceitos e práticas, seja de que religião ou filosofia forem, bem assim como estudos mais aprofundados sobre a mediunidade e suas formas de utilização, além da tão conhecida incorporação e seus consequentes usos, com a finalidade de facilitar o alcance dos objetivos propostos pela Umbanda, a meu ver deveriam ser muito bem vistos pela maioria dos Umbandistas, levando-se em conta, é claro, que tanto as práticas e técnicas ortodoxas, quanto as mais recentemente criadas em função de novas pesquisas no campo mediúnico, estejam dentro de conceitos aceitáveis e "testáveis" e, principalmente, que não firam ou deturpem a ortodoxia das crenças adotadas ou não se mostrem contraditórias em si, como no caso de alguns "ensinamentos" que hoje correm a "vento solto" como "verdades".
Mais do que nunca é necessário que se RACIOCINE, antes de ir aceitando quaisquer "novos rumos" para a Umbanda ou mesmo outras religiões, até porque, o que existe de espíritos querendo se mostrar, de lá pra cá, é uma enormidade e se um crivo honesto e radical não lhes for aplicado, veremos (como já vemos) muita gente "comendo gatos por lebres".
O que eu quero dizer com isso?
Que se você não tem vidência ou sensibilidade suficiente e aceitar uma entidade como " o Espírito Santo", por exemplo, só por assim querer crer, assim ela vai se apresentar;
Se como "Orixá", assim ela vai se apresentar;
Se como divindade egípcia, idem;
Se como a própria deusa Lua, idem.
Cuidado, irmãos:
Com o ANIMISMO;
Com as ILUSÕES e FANTASIAS;
Com as criações e alimentações de ELEMENTAIS ARTIFICIAIS;
Com as CRENÇAS CEGAS;
Com as MISTIFICAÇÕES DE ESPÍRITOS e ELEMENTAIS;
O trato com entidades (espíritos e elementais) do Astral, seja pela Umbanda, Kardecismo, Candomblé e outros é coisa séria para gente MUITO SÉRIA, porque, mesmo com boas intenções, estamos vulneráveis a presenças não indicadas, principalmente se nos deixarmos levar pelos "EFEITOS ESPECIAIS" neste blog já citados.
Quando começam a aparecer as doenças curáveis e até incuráveis, os atrasos de vida em geral, os conflitos em família e outros entraves, está na hora de repensar sobre quem ou o que está realmente ao nosso lado nos orientando, como pensamos, ou sobre o que podemos estar fazendo de errado, barrando com isso, a influência de VERDADEIROS GUIAS ESPIRITUAIS - os que podem realmente nos conduzir por caminhos evolutivos, SEM PREJUÍZOS DE NOSSA VIDA MATERIAL.

Que OXALÁ ilumine, hoje e sempre, seus caminhos!
Postado por Claudio Zeus em: Quarta-feira, Março 19, 2008

IMOLAÇÃO NA UMBANDA?

Volta e meia nos deparamos com aquela velha ladainha de que a Umbanda é africana, tem raízes africanas e cultua orixás (que também são africanos) e ainda mais: por cultuar "orixás" tem o direito (ou seria dever?) de imolar animais de 2 ou 4 patas em louvor a estes. É claro que essas afirmativas nos são apresentadas por pessoas, ou que praticam o africanismo (candomblés, umbandomblés) ou que deles são simpatizantes, e mesmo os que nada entendam do que pretendem pregar, mas acham tudo um fascínio e pretendem justificar imolações como um Culto à Natureza Divina dos "Orixás".
Se eu tiver que voltar ao assunto "Umbanda no Brasil e sua Criação pelo CDSE" a leitura vai ficar enfadonha, mas quem nos acompanha já percebeu pelo menos alguns pontos básicos:
1- A UMBANDA ORIGINAL foi criada e fundamentada em bases cristãs e espíritas com alguma conotação africana relativa tão e somente ao nome DAS LINHAS DE TRABALHO que tiveram como PATRONOS, nomes de alguns "Orixás"assemelhados imediatamente a Santos Católicos;
2- Que mesmo tendo sido usados nomes de alguns "Orixás Nagôs" como PATRONOS das Linhas de Trabalho, não existia qualquer tipo de CULTO A ORIXÁS determinado pelo CDSE;
3- Que essa correlação primeira que o Caboclo fazia entre "Orixás" e "Santos", provavelmente tinha como objetivo criar uma espécie de ponte entre duas religiões totalmente distintas mas que poderiam, ao longo do tempo, tornarem-se irmãs, além do fato claro de que naquela ocasião, tudo o que não fosse cristão (como o espiritismo de Kardec, por exemplo) era perseguido política e policialmente. Inclusive o fato que levou o Caboclo a batizar suas primeiras tendas de TENDAS ESPÍRITAS e não de TENDAS UMBANDISTAS (observaram isto?), se prendia ao fato do Espiritismo não ser tão perseguido (tinha até Federação - FEB) e depois, durante a ditadura Vargas, isto SER OBRIGATÓRIO, sendo o Espiritismo, que era Cristão, até apreciado por Vargas, segundo o que se conta.
4- Que desde o início qualquer tipo de sacrifício animal era combatido pelo CDSE e seus seguidores de UMBANDA;
5- Que como já afirmamos antes, após a divulgação do nome UMBANDA, seu fortalecimento através da Federação (1936), do primeiro Congresso (1941), ou até antes, muitos foram os cultos que se rotularam como tal, possivelmente até mesmo para escaparem da perseguição policial que invadia terreiros e casas de cultos, animalescamente, como estão tentando fazer ainda hoje alguns fanáticos pseudo cristãos, acontecendo no entanto, que mesmo se rotulando como de Umbanda, permaneciam nas práticas africanistas e até mesmo outras (sei lá) que nada tinham a ver com o que foi determinado pelo CDSE.
Foi bem a partir desta auto-rotulação, que começaram a acontecer o que hoje chamamos as "diversidades umbandistas". Não que a Umbanda Original permitisse tantas, pelo que já se pôde ler aqui, mas como se proliferaram os "CULTOS UMBANDISTAS POR AUTO-ROTULAÇÃO", todos acabaram sendo reconhecidos como Umbanda - é aquele fato de que se repetirmos e repetirmos, quase tudo acaba virando "verdade".
No meio destes "cultos umbandistas" (as macumbas) existiam (e ainda existem) aqueles fortemente africanizados que não pretendiam deixar suas raízes culturais e seus Cultos a "Orixás" da forma que aprenderam e sempre cultuaram. Esse fato, se não me engano, foi um dos que induziu o famoso Tata ti inkice, senhor Tancredo da Siva Pinto a trazer para o Brasil, como dizem, o Culto Omolocô que em sua base já era um culto onde havia trabalhos com entidades ditas de Umbanda (Caboclos, Pretos Velhos) e Culto aos Orixás através dos rituais ensinados pelos africanos, com direito a imolações, borís, feituras, etc. - provavelmente o primeiro Umbandomblé oficial verdadeiro no Brasil.
Nos dias de hoje, até mesmo o Omolocô Original sofreu tantas modificações, tanto em seus rituais como em sua filosofia, que já vemos alguns Terreiros ditos de Omolocô até mesmo meio "esoterizados", com culto aos elementais e mais alguns que se rotulam de Umbanda Omolocô - isto não é uma depreciação e sim uma constatação, já que em minha opinião pessoal seria até melhor que todos os tipos de culto de raizes afro que se rotulassem Umbanda, deveriam se rotular também com suas raízes (Umbanda Omolocô, Umbanda Jêje, Angola, etc.) evitando essa generalização que confunde a maior parte, tanto de iniciantes como de antigos.
Por que disso?
Porque está exatamente aí a confusão que se faz quando se diz que em UMBANDA (generalizando) existe imolação de animais. É devido a essa generalização aplicada ao vocábulo UMBANDA que acontece essa confusão, e para que não aconteça para quem nos lê, vamos deixar bem claro que em UMBANDA NÃO AFRICANIZADA (acho que fica melhor assim) NÃO EXISTE IMOLAÇÃO DE QUALQUER TIPO DE ANIMAL, seja para trabalhos de demanda, de saúde ou outros quaisquer, principalmente para Culto a "Orixás" ou Feituras que também não existem nessas Umbandas.
Quando você encontrar uma "Umbanda" em que o elemento sangue (ejé, menga) por imolação esteja presente em qualquer um de seus rituais, pode ter certeza de que você estará de frente para uma Umbanda Africanizada ou Umbandomblé com raíz em alguma "Nação Afro" ou até mesmo uma Quimbanda auto-rotulada de Umbanda.
E por que não se usa imolação nas outras Umbandas?
Em primeiro lugar, exatamente pelo fato delas não seguirem tradições dos cultos afro e se adaptarem mais a outras filosofias e técnicas de trabalho em que o ejé e a energia contida nas vísceras deixam de ser necessários.
Em segundo lugar, porque, mesmo que alguns creiam assim, não cultuam "ORIXÁS NAGÔS OU VODUNS JÊJES" que têm suas formas de serem cultuadas bem definidas pelos africanos e sempre ou quase sempre com a presença do ejé. Neste caso, para que cultuassem Orixás Nagôs ou os Voduns Jêje teriam, obrigatoriamente, que fazê-lo como o fazem os africanistas, ou será que podemos acreditar que cultuamos um Ogum Nagô sem lhe oferecer sangue no seu assentamento?
Será que ele (o Ogum Nagô) entende que o umbandista é diferente e por isso passa a aceitar assentamentos ou firmezas sem sangue? Só com flores e velas? Perfumes? Seria muito estranho, não?
Vamos raciocinar?
A respeito disso, li um comentário sobre o Jeová Bíblico que era um adorador de ejé da melhor qualidade, para o qual se matava não UM animal, mas DEZENAS de cada vez, sendo inclusive a bíblia, (Antigo Testamento) um almanaque em que até o ritual de imolação nos é ensinado.
Dizía-nos o postulante, tentando nos fazer crer que seria possível cultuar os mesmos "orixás" mas sem sangue na Umbanda, que o Jeová Bíblico, que antes adorava sangue, depois do mito Jesus e sua crucificação, deixou de gostar e que os que acreditavam em Jesus como filho de Deus adoravam o mesmo Jeová de antes... sem imolações!
Bem, se for assim, coitados dos israelitas judeus que continuaram dando sangue pra Jeová muito tempo depois da crucificação, não? Estavam matando bois e carneiros pra quem tinha virado vegetariano?
Até a Bíblia pretende confundir seus seguidores quando tenta passar esta idéia de que Jeová e o Deus (ABBA) de Jesus eram o mesmo DEUS. Basta uma releitura dos ensinamentos Crístãos (nos 4 Evangelhos) e uma comparação com o que era pregado como "palavras de Jeová" (Torah ou Antigo Testamento) para percebermos o quanto eram até contraditórios, sinalizando claramente a troca de "deuses", bem assim como da própria doutrina.
Sintetizando então: nem o Deus-Pai de Jesus era o mesmo Deus dos Judeus e nem Umbandistas não africanistas cultuam orixás nagôs ou voduns jêje. Tudo é muito diferente e afirmar isto é pura "forçação de barra"!
Agora nos prendendo especificamente à Umbanda, vemos que a maioria entende serem os "orixás" seres ou energias de "muita luz", querendo dizer com isso que são seres ou energias de um padrão vibratório muito além do nosso em evolução ou proximidade com o criador. Estou certo?
Pois muito bem. Com essa idéia acima, como podemos então entender que esses seres iluminados, essas energias quase que vizinhas ao próprio Deus Maior, aceitem ou peçam, como oferenda, sangue animal que como todos devem saber (ou deveriam) entra em decomposição quase que imediatamente após sua retirada e por seu padrão energético vibratório atrai os elementais mais elementares - vampiros astrais - para sugar-lhe a "energia viva"?
Como entender que "meu orixá"(o senhor de minha cabeça), sendo um iluminado (segundo a crença acima citada), precise ser fixado com sangue, tanto na minha cabeça como em suas "ferramentas" (assentamentos)? Se eu aceitar isso como natural, vou ter que aceitar também que todos os "iluminados" (espíritos e elementais) que estão do outro lado têm também essa necessidade e que, no futuro, quando EU (ou você que lê agora) estiver lá na luz, também terei essa necessidade e provavelmente estarei, servindo de encosto e pedindo que me matem umas galinhas, uns patos ...
E mais ainda: Se for verdade que os "iluminados" precisem de sangue, acho que podemos afirmar que se não fôssemos nós e os animais a serem imolados, eles (os "iluminados") provavelmente não existiriam ou teriam que caçar suas próprias vítimas e por isso nos mantém aqui, encarnados, para serví-los ...!
Mas será que não podemos RACIOCINAR junto com nossos irmãos UMBANDISTAS passando pela premissa de que, se formos considerar que os nossos GUIAS, os Espíritos de LUZ, os ORIXÁS, os "Medalhões do Espaço", os que se dizem MAIS EVOLUÍDOS, MAIS "ILUMINADOS", OS QUE JÁ TERIAM ALCANÇADO A GLÓRIA DOS CÉUS precisam receber oferendas de sangue para poderem atuar, então é porque os instintos animais, as necessidades animais, se perpetuam no espaço e em todos os Planos de Existência, inclusive os divinos?
Estranho, não?
Com todo o respeito pessoal a quem pretende continuar a pensar assim, mas nada vejo de verdade nisso aí. Nada há de racional, em minha opinião, em "possibilidades" como estas.
Deuses, Guias, Mentores, Orixás, Santos ou sei lá mais o que, para que SEJAM REALMENTE e NÃO SOMENTE SE ALARDEIEM COMO TAL, têm que estar DESLIGADOS, NÃO DEPENDENTES, do que de material (terráqueo) existe, até porque, se a matéria de que precisam não está lá onde eles estão, então devemos repensar essa tal de EVOLUÇÃO, não acham?
Mas ainda há uma corrente de pensamento afirmando que não se imola para os "orixás" e sim para nós mesmos e que o ejé sobre o ori seria uma forma de fortalecimento deste ... Não é não!
O ejé e outras coisas mais que compõem o oxu (sobre o que não cabe aqui falar) tem como objetivo (por crença) fazer nascer ou acordar o orixá individual ou o gênio individual (usando-se outra nomenclatura) como pensam alguns, ou atrair o orixá (também gênio particular) individual para aquele ponto sobre a cabeça do iniciando, como pensam outros. Por isso acontecem outros fatos nesse tipo de iniciação, que também não cabem aqui, mas que deixam bem claros seus objetivos.
A "feitura" no Candomblé é uma sintonização vibratória, uma afinação da coroa para que a energia densa do que chamam de "orixá" se conecte ao ori (cabeça) do iniciando que, fundamentalmente, a partir daí, só receberia energias através desta canalização, o que excluiria, naturalmente, a presença de todo e qualquer egun (espírito, catiço) dessa situação - esse é o fundamento e o ejé é um dos elementos sintonizadores.
E ainda há uma outra corrente que nem aceita as Umbandomblés, mas acreditam que às vezes é necessário uma mengazinha aqui ou ali para que determinados trabalhos surtam efeito.
Aqui já encontramos fundamentos de Quimbanda e quem costuma se utilizar desta TÉCNICA DE TRABALHO são os Exus e Pretos Velhos ou Caboclos QUIMBANDEIROS desde priscas eras, já que, na maiorias das vezes, trabalham sob regime de trocas (escambo) - dando ao obsessor vampiro o que ele quer, para afastá-lo e conseguir seu(s) intento(s).
No africanismo do Candomblé, pelo que sei, só se imolava em casos de "feituras", "boris", "assentamentos" e fortalecimento, tanto das "obrigações" quanto dos "assentamentos", nos casos de pedidos a serem alcançados, MAS SEMPRE NA INTENÇÃO DOS DITOS "ORIXÁS". Essa situação de trocas, dando-se ao obsessor para que se afaste, (comprando-se a liberdade de alguém) já é prática proveniente das Quimbandas adotadas por algumas Umbandas e também por alguns Candomblés e Umbandomblés mais recentemente.
Em relação ainda ao sangue, encontramos uma "linha de pensamento" em que afirmam serem também as plantas (ervas) seres vivos e que portanto a retirada destas para banhos e amacis tornar-se-ia também uma forma de imolação na intenção ...
Irmãos! Até onde se sabe, a seiva (que seria o sangue vegetal no entender comparativo) não contém hemoglobina, leucócitos ou outros componentes que fazem parte da composição do sangue animal; não dá vida a um ser claramente mais evoluído, com claros sinais de reações emocionais, direcionais, comportamentais e muitos até mesmo, ainda que rudimentares, sentimentos, e, principalmente, não possibilita a criação (por degenerescência da matéria) da "energia viva" (tipo ectoplasma) que é a utilizada pelos "obsessores vampiros" para, às vezes, até mesmo se materializarem - nunca se soube de obsessores pedirem, por exemplo, um prato do suco de alguma planta para seus "delírios".
Mas vamos ao significado radical da palavra IMOLAR.
Segundo o Houaiss seria "Matar em sacrifício a uma divindade";
Segundo o Aurélio, seria: "Matar em sacrifício; sacrificar, Oferecer em sacrifício";
Segundo o Michaelis seria: "Matar vítimas para as oferecer em sacrifício".
Se levarmos criticamente os significados acima em consideração, veremos que a retirada de uma planta para um amaci, ou banho, por exemplo, NÃO SERIA IMOLAÇÃO, já que, nesse ato, não se oferece a planta a divindade alguma, mas o oferecimento de flores para Yemanjá ou outro santo qualquer, aí já seria, como também seria o oferecimento de frutos a qualquer divindade, já que ao retirarmos os vegetais de suas fontes de vida já os estaríamos "matando" para oferecê-los a "divindades"e nesse caso, nossas passagens de ano, com farto oferecimento de flores no mar, não passaria de um ritual "holocáustico" devido às milhares de "mortes" de flores de todas as espécies ... em oferecimento às divindades.
Se você quiser pensar assim, o lívre arbítrio é seu, mas convenhamos que se continuarmos nessa linha de raciocínio, até matarmos insetos (baratas, cupins, mosquitos, por exemplo) poderá ser considerado um absurdo.
Vamos à conclusão.
1- O sangue cerimonial que é usado ainda quente por quem imola é apenas o do animal que, estando vivo, é abatido na hora, com técnicas específicas - esse sangue deteriora e projeta ectoplasma a ser utilizado ;
2- O sangue frio (a seiva) não atrai elementos do baixo astral, não produz ectoplasma, podendo, no entanto, atrair larvas astrais se a deixarem apodrecer;
3- A Umbanda não africanizada não se utiliza de sangue animal (e portanto não imola) para quaisquer de seus rituais;
4- E os que ainda acharem que ao oferecerem flores e frutos também estarão imolando, então que parem com isso, até porque, se alguma divindade realmente necessitar de flores para sua subsistência, então vamos cair exatamente naquela pergunta: Será que lá no Plano em que estão não existe o material energético que os mantenha existindo? Se evoluirmos também vamos ficar assim, ... dependentes?
Postado por Claudio Zeus em: Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

Manifesto em favor dos Zeladores de Ovelhas

Caros irmãos da Umbanda (TODAS), Candomblé (TODOS) e Kardecistas (TODOS).
Há alguns anos vemos grassar na imprensa escrita, falada e televisionada a pregação insistente de pessoas que, além de se auto-intitularem "zeladores de ovelhas" (vulgo pastores), apresentam para "testemunhos" de seus "milagres", os já famosos "EX TUDO" que teriam roubado, sequestrado, fumado, cheirado e, quando provenientes de "CASAS DE ENCOSTO", como somos reconhecido por lá, teriam praticado todas as sandices possíveis em nome da religião (inventada por eles) que adotavam.
Dizem eles que faziam tudo o que os "encostos" pediam e, acabavam no mais profundo ostracismo, na miséria, tendo mesmo suas vidas detonadas, arrasadas, deterioradas, etc.... COITADINHOS!
Mas também dizem que, como "EX PAIS E MÃES DE ENCOSTO" (e até ex bruxas, como costumam se dizer), faziam "amarrações", descasavam, colocavam pessoas em hospitais, doentes para morrerem, ensinam até pseudo bruxarias em plena televisão e outras loucuras que seus inconscientes doentios conseguem vislumbrar.
As "CASAS DE ENCOSTOS", nome velado pelo qual resolveram generalizar os cultos espiritualistas e espíritas, seriam, no entender deles, a própria casa do "diabo" que, parece não quererem lembrar, É O IRMÃO MAIS VELHO DELES já que foi criado ANTES e pelo MESMO "DEUS" que adoram, sendo portanto, FILHO DESSE MESMO "DEUS", e, por conseguinte, IRMÃO MAIS VELHOS DELES e o grande RESPONSÁVEL pelo fato dos TEMPLOS estarem cada vez mais cheios e ... suntuosos. O MEDO do Grande Irmão é grande...!
O que seria dos TEMPLOS se não fosse o Grande Irmão? Será que estariam tão cheios?
Pensemos bem.
Longe de termos que nos incomodar, ou mesmo criticá-los, na maioria das vezes devemos sim, agradecê-los.
Já pensaram no quanto nossas religiões foram beneficiadas? Já pensaram que, se encararmos como verdades esses "testemunhos", NA REALIDADE NOSSAS RELIGIÕES SE LIVRARAM DE CENTENAS E CENTENAS DE PSICOPATAS LUNÁTICOS que, ao invés de estarem usando suas faculdades mediúnicas para auxílio do próximo e evolução própria, o estavam fazendo para a maldade e mesmo na tentativa de aquisição de bens materiais (riquezas) como hoje fazem por lá?
O que será que esses "EX" estavam esperando de nossos irmãos imateriais?
QUE SE COADUNASSEM COM SEUS MODOS OBCENOS DE SEREM? Que os auxiliassem a ficarem ricos às custas da ignorância (infelizmente) de uma maioria de pobres e necessitados que muitas vezes sequer têm o dinheiro para o café da manhã? Ou será que esperavam estarem acompanhados de entidades positivas e de luz ao manifestarem suas mediunidades (se é que existiam mesmo) de forma tão torpe (DESONESTA, INDECOROSA, VERGONHOSA)?
Talvez esperassem que as Federações ou ALGUM TERREIRO QUE PRETENDESSE SE PROJETAR os escolhessem para que, com algum dinheiro, viessem também a público testemunhar "milagres" em favor dos "encostos".
TODOS se confessaram verdadeiros PAIS E MÃES DE KIUMBAS porque nem de encosto só, poderiam ser.
Percebam, caros irmãos, que na verdade, os senhores "zeladores de ovelhas" estão capturando para sua hostes, exatamente aqueles que com eles se sintonizam (lembram-se da Lei das Afinidades ou dos Semelhantes?) e que por isso mesmo, sempre deveriam ter estado por lá mesmo, deixando para as religiões que se utilizam da mediunidade de forma positiva, apenas os que compreendem o real significado do amor à natureza, aos seus irmãos e ao próprio Deus e que, por isso mesmo, nunca chegarão a serem "EX" (espíritas, umbandistas, candomblecistas ...).
Caridade deles? Claro que sim, por que não?
Essa é a forma de resgatarem seus Carmas, ou seja, lidando diretamente com aqueles que também acham ser o dinheiro e as riquezas um dos objetivos de Deus; aqueles que precisam ter a quem temer para que pensem muito, antes de fazerem suas maldades; aqueles que têm que gritar bem alto para SE convencerem de que estão falando "verdades" e mesmo aqueles que precisam aprender a exercitar suas próprias fés, nem que seja pela sensação e o objetivo de estarem sendo "SALVOS" e "ESCOLHIDOS".
- "Mas Jesus disse que temos que ir atrás até da última das ovelhas" - dirão alguns.
E eu lhes digo que, se a ovelha estiver se afogando e se lhe jogarem quatro ou mais salva-vidas, ela terá o direito de escolher o salva-vidas que melhor lhe convier (lembram-se do Livre Arbítrio?). Portanto, não seria a disputa por ovelhas o objetivo das religiões, mas sim, e apenas, o de colocar disponível o seu salva-vidas para todos. Chegar-se-ão aqueles que em idéias e conceitos se assemelharem (novamente a Lei dos Semelhantes). Aliás, essa briga por ovelhas não foi o Jesus bíblico, O Cristo, quem criou, e nem nunca foi pregada por ele, se bem me lembro. Alguém se lembra aí de algum ataque dele a qualquer religião de seu tempo a não ser aos próprios "zeladores dos templos" e "representantes do Deus Hebraico" (Yahweh) em sua época?
Observem: Ele não criticava a religião, mas sim os zeladores de sua época - os sacerdotes!
Ódio e rancor por estarem tentando macular a religião alheia? Nada disso, caros maninhos e maninhas - esse não pode e não deve ser o sentimento dos que lidam com espíritos de luz que vêm à Terra para ensinarem o que Jesus tentou e parece até agora não ter sido compreendido: "Amar-nos uns aos outros"!
O que temos de fazer é, além de agradecê-los pela LIMPEZA que estão fazendo, ajudando-nos a separar o joio do trigo, também orarmos muito para que sejam bem sucedidos, e para que Jesus e Deus curem até mesmo os "zeladores de ovelhas" que ainda precisam usar óculos, por exemplo, ou os que tenham sérios problemas gástricos, não tendo sido curados pelo jesus deles que cura tudo e todos, ou mesmo aqueles que, pela prepotência, chegam até a chutar símbolos de outras religiões e, além disso, ajudá-los lembrando-lhes de algumas passagens que por certo gostariam de ler para seus seguidores mas que talvez ainda não tenham tido a oportunidade (falta de tempo talvez), assim como estas que abaixo coloco à guisa de colaboração para eles e para qualquer um que pretenda fazer de religiões (mesmo Umbanda) meios de enriquecerem ou de viverem às custas da ingenuidade alheia:
PALAVRAS DO SENHOR SEGUNDO A BÍBLIA
(Mateus 6:19) "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;"
(Mateus 6:20) "Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam."
(Mateus 13:22) "E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a SEDUÇÃO DAS RIQUEZAS SUFOCAM A PALAVRA, e fica infrutífera;"
(Marcos 4:19) "Mas os cuidados deste mundo, E OS ENGANOS DAS RIQUEZAS E AS AMBIÇÕES DE OUTRAS COISAS, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera."
LUCAS 14: 33 - ASSIM, QUALQUER DE VÓS QUE NÃO RENUNCIA A TUDO QUANTO TEM, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO.
(Lucas 18:22) "E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; VENDE TUDO QUANTO TENS E REPARTE-O PELOS POBRES, E TERÁS UM TESOURO NO CÉU; vem, e segue-me."
(Lucas 18:23) "Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico."
(Lucas 18:24) "E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: QUÃO DIFICILMENTE ENTRARÃO NO REINO DE DEUS OS QUE TÊM RIQUEZAS!"
(Lucas 18:25) "Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus."
(Atos dos Apóstolos 8:18) "E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, LHES OFERECEU DINHEIRO,"
(8:19) "Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo."
(8:20) "Mas disse-lhe Pedro: O teu DINHEIRO seja contigo PARA PERDIÇÃO, POIS CUIDASTE QUE O DOM DE DEUS SE ALCANÇA POR DINHEIRO."
(8:21) "Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus."
(1Timóteo 6:10) "Porque O AMOR AO DINHEIRO é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."
(6:11) "Mas tu, ó homem de Deus, FOGE DESTAS COISAS, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, mansidão."
E mais esses parágrafos que, tenho certeza, já devem ter lido e relido para que todas as ovelhas refletissem:
(Mateus 7:15) "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores."
(Mateus 24:11) "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos."
(Mateus 24:24) "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos."
(Marcos 13:22) "Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos."
(Mateus 7:22) "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?"
(Mateus 7:23) "E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."
(Mateus 7:24) "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;"
Sei que a esta altura os senhores "zeladores de ovelhas" gostariam de me agradecer, por ajudá-los a PROPAGAR esses TEXTOS BÍBLICOS, essas PALAVRAS DE DEUS (Yahweh ou Jeová, como é mais conhecido), como costumam chamar, normalmente tão pouco acessíveis, perdidos que estão na imensidão das escrituras. Não se faz necessário - faz parte de minha caridade.
Que os senhores "zeladores de ovelhas" sigam seus caminhos, alcancem o verdadeiro DEUS e consigam ensinar coisas lindas como essas às suas ovelhinhas, devem ser nossos humildes e sinceros desejos.
(SALMOS 82:6) "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo."
(SALMOS 82:7) "Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes."
(SALMOS 82:8) "Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações."
Postado por Claudio Zeus em: Sexta-feira, Setembro 07, 2007

SAL GROSSO - O ETERNO DILEMA

Escolhi entrar por esse tema pelo fato de vê-lo, até com muita freqüência, ser discutido nos mais diversos grupamentos, na internet, sobre Umbanda, e com diversas opiniões, sendo umas embasadas em "tradicionalismos" outras em crenças totalmente sem fundamentos, algumas em usos próprios e outras ainda em medos também infundados.
Como sempre tento passar a quem lê meus textos, mais do que nunca a Umbanda tem que ir se livrando de certas crenças baseadas em "historinhas" e lendas que não suportam a mais leve avaliação séria, pelo tanto de lirismo (sonhos) e tentativas de imposição de idéias que trazem em seus âmagos.
O velho jargão que dizia :"Filho de fé não tem querer" tem de ser repensado sim, a não ser que todos pretendam permanecer na obscuridade de muitos "fundamentos" sem fundamentos que correm de boca em boca (tradição oral, lembram-se?) criados pelas mais diferentes mentes e suas fantasias.
Isso posto, vamos ao tema central.
Quando vemos debates em relação ao uso do Sal Grosso ou marinho em substituição aos banhos de ervas EXCLUSIVAMENTE COMO DESCARGA, percebemos, logo de frente, opiniões formadas por simples cópias de opiniões alheias - aliás, em se tratando de internet, o que mais se vê em alguns sites é o uso das teclas Crtl+C e depois a Crtl+V (cópia e cola) sem que nem mesmo os copiadores se dêem conta de que podem estar copiando algo totalmente divergente de suas próprias crenças, como o caso de um site que se pretende africanista (existe mesmo), que afirma não serem os Exus diabos mas copia de um outro os "possíveis nomes verdadeiros" de cada Exu batizando-os com os nomes dos demônios bíblicos, aliás, da Torah.
O que se diz, então, do SAL GROSSO?
Diz-se que ele é apenas sal, que não tem as mesmas qualidades da água do mar, que é perigoso ... e por aí vai.
Pois muito bem. Vamos por parte.
O que é certo?
É certo que o sal grosso, USADO COMO DESCARGA, não assenta energia alguma e é apenas um elemento de descarga por arraste e, desse modo, não é que ele descarregue tanto o positivo quanto o negativo ele descarrega qualquer excesso de energia e, por isso mesmo, se o médium não tem treinamento mental pra se imantar, logo após, com energias que pode muito bem capturar mentalmente para si, deverá tomar um outro banho que traga em si, não o poder de descarrego, mas de carrego ou imantação, sendo que, para que isso aconteça, o sumo das ervas deverão ficar no corpo o maior tempo possível para que a Aura absorva essas energias. Se tomarem o segundo banho e não deixarem o sumo no corpo ele também vai funcionar como descarrego, apenas.
Para exemplificar, lembremo-nos dos AMACIS:
O que se faz depois da lavagem de cabeça? As ervas ou o sumo ficam na cabeça e, para alguns até cerca de três dias, não é? Isso nos mostra que, para assentarmos as vibrações das ervas elas precisam ficar em contato com o corpo físico, o maior tempo possível, e só assim poderão ir passando, aos poucos, para o corpo físico, suas propriedades energéticas.
Um outro exemplo: Um abian, quando raspa e fica recolhido, em sua cabeça é colocado o oxu que é uma mistura de ervas, sangue do(s) animal(is) sacrificados, bem assim como suas visceras e, REPARE BEM, esse oxu fica em contato com o Ori e é renovado várias vezes durante o tempo de recolhimento. Por que isso? Porque a energia contida no Oxu, TEM QUE FICAR EM CONTATO COM O ORI, POIS SÓ ASSIM A ENERGIA É REPASSADA PARA ESTE.
Quando conhecemos os fundamentos, OS PORQUÊS ASSIM PROCEDEM, fica mais fácil entendermos que: PARA QUE UM BANHO RECARREGUE MESMO (IMANTE) UM MÉDIUM, ELE NÃO PODE SER RETIRADO LOGO APÓS.
Visto isso e observando pelo outro lado do prisma, veremos também que: SE O MÉDIUM TOMA QUALQUER BANHO, DE QUALQUER ERVA E NÃO O DEIXA NO CORPO, ESTARÁ RECARREGANDO NADA.
Vamos analisar agora, se o banho deve ou não deve ser tomado na cabeça.
Voltando ao raciocínio anterior e observando que PARA QUE A ENERGIA "ENTRE" o banho tem que permanecer no corpo (cabeça inclusive) e que, quando tomamos banho de descarga isso não acontece e, além disso, nosso CENTRO MEDIÚNICO MÁXIMO está justamente NA CABEÇA, então vamos chegar à conclusão de que, se tomamos banho de descarga do pescoço para baixo, DEIXAMOS DE DESCARREGAR EXATAMENTE NOSSOS CENTROS MEDIÚNICOS MAIS IMPORTANTES, que são os chakras FRONTAL E CORONÁRIO.
Aí eu pergunto: De que adianta você descarregar do pescoço para baixo e deixar os plexos principais tomados por energias negativas, principalmente se sabemos que banho de descarga não fixa vibração alguma JÁ QUE É RETIRADO LOGO APÓS?
E uma reflexão ainda: Sabendo-se, pelo que já expliquei, que banho de descarga, mesmo os de ervas, não fixam energia porque não permanecem em contato com o corpo, então podemos chegar à conclusão de que o sal grosso, que é apenas um elemento ligado à Mãe Terra ( e por isso mesmo a represente em quase todos os rituais de magia) pode muito bem ser usado no corpo inteiro, desde que não permaneça e seja retirado logo depois.
Perceba que é nossa mente que determina o que um elemento físico vai representar para nós e, se o médium estiver imbuído da idéia que "se usar uma erva tal vai se danar ou se usar sal grosso também", ENTÃO É MELHOR NÃO USAR MESMO PORQUE VAI ACABAR FAZENDO MAL.
Mas se a cabecinha dele não tiver esse tipo de raciocínio e deixar o elemento (sal ou ervas) agir por si, então ele vai poder desfrutar de seus benefícios.
Se, aliado aos benefícios normais, a mente estiver dirigida para objetivos positivos (ao contrário da primeira suposição) enquanto executa os banhos aí, com certeza, eles terão muito mais eficácia.
Nossa mente, tanto pode nos auxiliar como nos destruir. Um exemplo clássico é o do largo uso de "placebos" (remédios que não contém princípio ativo algum) que são ministrados em certos doentes, fazendo-lhes antes, crer que são remédios maravilhosos. Se o paciente se convencer mesmo disto, acaba se curando. Em outros casos, o simples fato de alguém alardear que um remédio tal ou mesmo um alimento está matando, é suficiente para que vários outros passem a se sentir mal, sem terem motivos.
Eu, por exemplo, tomo banhos de sal grosso e sempre da cabeça aos pés e sempre que acho necessário, fazendo recarga com banhos de ervas muito raramente e nunca tive qualquer quizila com Guias, Protetores ou Orixás por causa disso.
O Sal Grosso não é um composto sintético do tipo NaCl (CLORETO DE SÓDIO) que se prepara em laboratórios químicos, e sim um composto produzido através da reagregação dos elementos sólidos da água do mar pela ação do calor que faz evaporar apenas a parte líquida (água) que compõe as também compostas gotículas de água do mar.
Visto isso, percebemos que o SAL GROSSO possui em si, TODOS OS ELEMENTOS DA ÁGUA DO MAR (iodo e outros sais diversos, bem assim como também, MATÉRIA ORGÂNICA da mesma natureza que encontramos no mar), DESTITUIDO APENAS DE SUA PARTE LÍQUIDA (água = H20) que se evapora pela ação do calor. Portanto, SAL GROSSO NÃO É APENAS SAL!!
Muita gente demonstra pouco conhecimento sobre o que é O SAL GROSSO ou MARINHO que é gerado a partir da água do mar e é tão misturado com todos os outros elementos sólidos (orgânicos e inorgânicos) deste que, se buscarmos nas fontes, veremos milhares de microorganismos e outros não tão micro assim, cristalizados dentro das pedras que se formam. É por isso que, posteriormente, para uso culinário, ele é REFINADO.
Para ficar bem compreedido: podemos explicar o sal grosso como uma espécie de "SOLIDIFICAÇÃO DA ÁGUA DO MAR" sendo usado, inclusive, por outras tradições em banhos de imersão (quem não se lembra dos banhos de sais, coloridinhos, cheirosos, que não passam de pedras de sal grosso misturadas a essências perfumadas e anilinas coloridas?) para reequilíbrio do sistema nervoso.
Existe uma teoria de que o Sal Grosso "é uma substância que desagrega as energias deletérias, destruindo-as" ... O Sal Grosso não destrói. Ele as desagrega e arrasta para o chão, assim como também nos livra (não destrói) de ELETRICIDADE ESTÁTICA a partir do momento em que nos coloca "em curto" com a terra durante os banhos que são altamente condutores. E, para quem não sabe, o excesso de Eletricidade Estática também é altamente nocivo ao nosso organismo e sistema nervoso.
Uma excelente aplicação, também para a descarga com o sal grosso, é o seu uso como "tapete", quando a pessoa, por algum motivo, não pode estar em contato como o chão de terra (que seria o mais indicado em banhos deste tipo) e quer aumentar o poder de seu banho de descarga (de ervas ou de sal grosso mesmo). Nesse caso, coloca-se a pessoa sobre uma boa quantidade de sal grosso, numa banheira, bacia ou box e depois se lhe aplica o banho, de acordo com o ritual.
Nesse caso o sal grosso nos pés, ajuda na absorção das energias que, ou parte dele mesmo ou as ervas utilizadas vão retirar e logo depois deve ser despachado na água corrente para que essas energias não fiquem ali paradas e acabem sendo reabsorvidas.
Mas pode acontecer de alguém se sentir mal após tomar banho com sal grosso?
Pode sim, assim como também pode sentir-se mal ao tomar o banho com outra erva qualquer que possa vir a ser quizila (choque vibratório) para suas Vibrações Originais (orixás). No entanto, esses casos serão, certamente, excessões e não regras, pois o sal grosso, a exemplo da própria água do mar da qual é subproduto, pode ser considerado uma forma energética (lembra-se de que tudo é energia?) quase que universal.
Uma outra coisa que pode sim, causar incômodos, seja com o sal marinho, seja com qualquer erva que não esteja estritamente compatível com a energia padrão da pessoa, é o fato de os usarmos, teoricamente como elementos de descarrego (descarga) e acabarmos por deixá-los em contato com a pele mais que o necessário. Isso se explica pelo fato de que, quanto mais tempo esses elementos de descarga permanecem em contato, mais as suas próprias vibrações energéticas tendem a se agregar à pele e também à Aura, com suas possíveis conseqüências, e principalmente pelo fato de que, se houve uma descarga anterior, pode muito bem o corpo e/ou a Aura estar carente de energias, fato que os faria absorver a energia mais próxima. Deu para entender?
É preciso que se entenda, de uma vez por todas, que tanto banho de ervas, quanto de sal grosso e até mesmo banhos com pipocas e outros, se usados como DESCARGA, não podem permanecer em contato após terem sido jogados pelo corpo. Há casos até em que os tomamos dentro de buracos cavados na areia ou terra para que depois os restos (até as roupas) sejam tapados e esgotados pela terra, nao é mesmo? Vai dizer que não sabia disso?
Mas e nos casos em que precisamos manter a energia dos elementos utilizados no corpo? Podemos usar as mesmas ervas da descarga?
Veja bem, porque nem precisamos "gastar muito os miolos" para entender isso.
Se lhe foi recomendada uma ou algumas ervas específicas para o seu caso e elas, vibratoriamente, fazem parte das energias que compõem a sua Coroa (estou considerando médiuns iniciantes e sabedores de suas ervas próprias) então, o mais óbvio é que se tome esse banho em dois estágios:
O primeiro como descarga, livrando-se tanto do sumo (com uma chuveirada ou de qualquer outra forma), como das ervas (caso passem pelo corpo) e depois, um outro banho, com as mesmas ervas que ficarão, aí sim, secando no corpo, por assim dizer.
Podemos também, em alguns casos, tomar o primeiro banho apenas com o sal grosso, descarregá-lo (livrar-se dele) e por fim, um novo banho com as ervas específicas ao nosso caso.
Vou fazer apenas mais uma correlação, através da qual espero estar explicada de uma vez por todas essa diferença entre BANHOS DE DESCARGA e BANHOS DE IMANTAÇÃO OU DE RECARGA.
Nossa correlação envolve exatamente uma coisa que fazemos todos os dias (eu acho) - tomar banho !
Como fazemos para retirar a sujeira (podemos correlacioná-la as cargas)?
Primeiro nos molhamos para que o sabão ou sabonete seja aplicado - considere o sabonete o ELEMENTO DE DESCARGA (sal ou ervas) - e logo depois de nos esfregarmos retiramos o sabonete e a sujeira que o sabonete amoleceu, juntos. O fato é que, SE NÃO RETIRARMOS BEM o sabonete com a água, vamos ficar com ele e a sujeira grudadas, não é?
Pois é! Não retirar a erva ou o sal de descarga logo após, pode ter o mesmo efeito.
E depois? E se a gente pretende ficar "cheirosinho(a)" (IMANTADOS COM OUTRO ODOR)?
Aí sim, podemos usar uma loção ou perfume que é o que vai permanecer em contato com o corpo sem ser retirado. Esse perfume ou loção é o que pode ser considerado o BANHO DE RECARGA, OU IMANTAÇÃO, pois é ele que vai ficar por mais tempo irradiando através e a partir de nosso corpo, imantando-o e também, à Aura!
Você que está lendo, nem precisa acreditar piamente no que leu, mas se tiver coragem de QUEBRAR TABUS e resolver experimentar SEM MEDOS (isso é muito importante), com certeza vai se beneficiar sobremaneira.
Paz e Luz em Oxalá para todos!
Postado por Claudio Zeus em: Terça-feira, Junho 26, 2007

FANATISMO

No dicionário (Michaelis) encontramos os seguintes significados para essa palavra: excessivo zelo religioso, dedicação excessiva, adesão cega a uma doutrina ou sistema.
Enfocando, principalmente a última parte, vemos que "adesão cega", seja a que doutrina ou sistema religioso for, já caracteriza o FANATISMO.
Mas será que existe fanatismo apenas ligado aos sistemas religiosos?
Estou perguntando isso porque é sempre a primeira lembrança que nos acorre fazendo-nos esquecer que, seja em relação a uma religião, a uma idéia, seja até mesmo em relação a um time de futebol ou sistema político, em grande número percebemos os fanáticos, tendenciosos e até mesmo selvagens, nas pregações ou defesas de suas "verdades" às quais defendem cegamente, sem um mínimo de raciocínio sobre o quanto de mal possam estar fazendo a si próprios e/ou às pessoas à sua volta.
É verdade ou não é? São inconseqüentes por natureza!
Com esse padrão comportamental anormal, que na verdade não depende ou está realmente influenciado pelas idéias ou pontos de vista que dizem defender, mas muito mais do que isso - são reflexos de seus descontroles emocionais projetados em qualquer idéia que achem, ou lhes implantem nas mentes como "verdades", saem por aí pregando e gritando (sim, porque têm que gritar bem alto para se convencerem de que têm às "verdades" em suas mãos) regras, leis, comportamentos, fundamentos religiosos ... são doentes !
Politicamente, vemos "seres humanos" se digladiando em defesa de idéias preconcebidas, sobre os mesmos assuntos, mas com compreensões totalmente diferentes - isso se explica quando vemos também a diferença entre os níveis intelectivos (não necessariamente educacionais) dos que se propõem a "representar seus eleitores"(será?) e por eles são agraciados com seus votos, muitas vezes também fanáticos.
Futebolisticamente, vemos "seres humanos" se agredindo por causa de um time, ou um grupo de jogadores que, ainda que se matem os torcedores, continuarão a receber seus salários e "bichos", cada vez maiores (exatamente porque existem os torcedores fanáticos), e mais: seja GANHANDO OU PERDENDO, aquele Campeonato "tão importante"! Aliás, tão importante que, "possivelmente faria com que seus torcedores até mesmo tivessem seus salários melhorados"... eu acho! Ou melhor: Eles devem achar para justificarem tantas lutas, sofrimentos ...
Religiosamente, então, a coisa passa pela surpresa, alcança a comicidade e chega às raias da loucura total quando vemos até mesmo pessoas que chegam a se auto-flagelar ou matar (suicídio) porque um deus ou sei lá o que, "lhes disse que o mundo vai acabar no dia tal".
Permanecendo apenas nos primeiros dois níveis (surpresa e comicidade) já que o último seria o extremo, percebemos, também aqui, "seres humanos" que, "em nome de suas religiões" ou de "seus deuses" (será mesmo?) buscam vencer batalhas Quixotescas, criadas por suas mentes desatinadas e povoadas por deuses e demônios em uma batalha mortal e milenar, que muitas vezes não se importam de estarem "pagando o maior mico", desde que sejam ouvidos, desde que consigam passar suas idéias e palavras adiante.
Esse é o lado jocoso (engraçado) para não chegarmos ainda à tristeza dos fatos.
Mas não é só com esses que o fanatismo reside, não!
Há ainda, dentro das mesmas seitas religiosas, cismas e divisões que, em grande parte das vezes levam esses mesmos "humanos" a saírem de umas e entrarem em outras, com a mesma doutrina básica, mas com interpretações diferentes e depois, acabarem combatendo o que muitas vezes defenderam antes, com unhas e dentes. Percebeu?
E aqueles outros que mudam até de doutrina e fazem o mesmo - acabam "pichando" o que defendiam e praticavam antes?
Agora uma reflexão básica: Já pensou se os representantes e filhos de TODAS as seitas e religiões fossem para as ruas pregando sua "verdades" ao mesmo tempo? Já pensou no que se tornariam as ruas, bairros, cidades ...? E se levarmos em conta os dissidentes que aclamam umas e depois aclamam outras e atacam as de antes?
Onde quero chegar com isso tudo?
Você já tinha pensado sobre isso, e um montão de outros também?
Pois bem!
Quantas vezes ouvimos falar que a religião tal é fábrica de fanáticos? Quantas vezes nos antipatizamos com essa ou aquela "religião" por conta de seus adeptos que inclusive nos param nas ruas tentando nos enfiar goela a dentro as "verdades" que eles mesmos não conhecem - apenas pensam que conhecem? Quantas vezes, mesmo dentro da Umbanda ou Candomblé, vemos pessoas que, sem prática alguma, mas com idéias que lhes foram imputadas pela tal de "Tradição Oral" (aliás, base de muitas outras religiões e seitas), sem terem testado ou conhecido outras idéias, outros procedimentos, outros fundamentos, se põem a guerrear entre si, exatamente porque a tal "Tradição Oral" que lhes chegou aos ouvidos foi interpretada diferentemente por outro(s) que, por conseguinte, lhes deram novos encaminhamentos?
Antes de chegarmos a conclusões sobre o fanatismo religioso em si, vou lhes propor um joguinho de salão, de forma que possam avaliar o quanto essa tal de "Tradição Oral" (na verdade a transmissão boca a boca) pode ser prejudicial para quem nela enraíza suas crenças.
Se numa festa ou salão, houver 10 ou mais pessoas, proponha o jogo e escreva num pedacinho de papel uma pequena e mesmo inverídica situação, mas com o máximo de detalhes possível. Deixe o primeiro lê-la e faça esse texto passar de boca em boca, e sempre de forma a que ninguém mais ouça, a não ser aquele que estará ouvindo a mensagem no momento, cada um de uma vez.. O último participante deverá relatar, em voz alta, a história que lhe chegou aos ouvidos e, pasmem: em 100% dos casos, a história será quase que completamente diferente, se não for antagônica ou cheia de fantasias acrescidas durante as passagens do "boca a boca"! E veja que isso se deu em um pequeno espaço de tempo. Imagine essas histórias que se conta de séculos e séculos atrás, todas carreadas pela "Tradição Oral".
Por favor, não saia rebatendo antes de tentar o jogo que propus. Isso só vai mostrar que você também é um fanático e que não admite ser contradito! Teste por você mesmo, mas seja honesto na transmissão das mensagens - elas não podem vazar.
Voltando agora ao tema inicial, e por tudo o que já disse antes, precisamos entender que o fanatismo, tanto político, quanto futebolístico, quanto religioso, não é provocado pelas idéias que os fanáticos dizem defender e sim por algum tipo de doença psicológica (ou até mesmo encosto "brabo") de seus seguidores, o que os faz estar sempre nos extremos da cada situação. É uma doença psíquica e mereceria tratamento como o de qualquer outro vício, já que eles mesmos, se inquiridos e responderem honestamente, dirão que "não conseguem viver sem as "verdades" em que acreditam e pregam"!
Em outras palavras: ESTÃO DOENTES ... VICIADOS!
Postado por Claudio Zeus em: Sexta-feira, Junho 08, 2007

UMBANDA E SEUS PERSONAGENS

Entendamos bem isso.
As Linhas de Trabalho da Umbanda são, desde o início: Crianças, Caboclos e Pretos Velhos, todos com suas contrapartes femininas.
Baianos (linha que era inicialmente composta por feiticeiros/quimbandeiros), Mineiros (que deveria ser o povo de Mina e não de Minas Gerais), Malandros (que não se precisa explicar, porque o nome já fala tudo), Boiadeiros (não necessariamente caboclos porque essa definição foi dada, originalmente, aos que hoje chamam de Caboclos de Pena), Ciganos, Marinheiros e talvez outras que eu esteja esquecendo no momento, fazem parte de grupos AGREGADOS e não necessariamente Umbandistas (a gente pode explicar melhor isso numa outra ocasião).
Dentro das três classificações para ENTIDADES DE UMBANDA existem não só espíritos que foram índios, escravos e até mesmo morreram crianças, mas muitos outros tipos de Espíritos e Elementais.
Dentre os que são Espíritos (eguns) podem estar TODOS OS "EX" AQUI NA TERRA: LIXEIROS, MÉDICOS, ALFAIATES, ÍNDIOS, ESCRAVOS, MANICURES, PEDICURES, ADVOGADOS, MÉDICOS, COVEIROS, PADEIROS, CAIPIRAS, BOIADEIROS, VAQUEIROS MESMO, MAGOS, MAGAS, ETC.
Nas verdadeiras Linhas e Umbanda todos esses espíritos se apresentam numa das três características antes citadas, DESPERSONALIZADOS mas de acordo com o trabalho espiritual que irão desenvolver ao longo do caminho que ainda têm que percorrer, caminho este relativo à EVOLUÇÃO ESPIRITUAL pretendida.
Essas três CARACTERIZAÇÕES da UMBANDA, visam EXATAMENTE ACABAR COM AS DISTINÇÕES SOCIAIS que existem aqui no Plano Terra, ao tempo em que coloca todos linearmente caracterizados.
O que isso quer dizer, pra ficar melhor explicado?
Quer dizer que para a UMBANDA VERDADEIRA (todas as que realmente se prestam à caridade, fé e amor fraternal, não se levando em conta aqui o tipo de ritual utilizado) NÃO PODEM EXISTIR DIFERENÇAS POR DESNÍVEIS SOCIAIS CRIADOS AQUI NA TERRA e que, quando se trata de CARIDADE MESMO, pouco importa se quem a está fazendo é um ex-lixeiro, um ex-advogado, um ex-papa, um ex qualquer coisa. O que importa é o TRABALHO QUE ESTA ENTIDADE TEM QUE FAZER E FAZ.
Se vc entendeu o que expliquei acima, entenderá também que NA UMBANDA VERDADEIRA e não na UMBANDA ANÍMICA, não cabem essas diferenciações de falanges e falanges que "estão se apresentando" por aí porque o simples fato de se declararem "de uma certa posição ou grupo social" (seja qual for) já demonstra que são espíritos que não pertencem às reais hostes UMBANDISTAS. Poderiam ser até Kardecistas (se tivessem condições), já que ali os espíritos costumam se declarar doutor isso ou aquilo, mestre aquilo outro, etc, mas não Umbandista Verdadeiro, pelo que já deixei explicado.
Que fique bem claro: Crianças, Caboclos, Pretos Velhos são as caracterizações permitidas pela VERDADEIRA UMBANDA. todas as outras são de ESPÍRITOS AGREGADOS (de baixo ou de cima) ou INTERMEDIÁRIOS que são aceitos COMO AUXILIARES mas não aceitaram, de certa forma, assumir CARACTERÍSTICAS UMBANDISTAS e, dessa forma, não poderiam ter ORDENS DE COMANDO SOBRE QUALQUER TERREIRO VERDADEIRAMENTE UMBANDISTA.
Vamos voltar rapidamente ao caso do CDSE, só para exemplificar?
Não seria até mais fácil pra ele, se apresentar como PADRE MALAGRIDA (já que os padres eram muito respeitados) e com isso implantar a sua Umbanda, o que a faria, desde o início, um Culto muito mais Respeitável pela sociedade de então?
Por que então ele se apresentou em características de ìndio pra fazer isso? Já pensaram todos sobre isso?
Raciocinemos então!
UM REMENDO AQUI: O fato de alguém ter sido lixeiro, mendigo, catador de latas antes, não quer dizer que tenha que estar, depois, nas falanges de Exus, como alguns podem pensar. Entre lixeiros, carvoeiros, cata-latas, etc, PODEM EXISTIR PESSOAS DE UM GRAU EVOLUTIVO MUITO MAIOR QUE O MEU E O DE QUALQUER UM DE NÓS.
Pensemos também sobre isso, ok?
Exus também não eram personagens de Umbanda e sim de Quimbanda - lá era e é o Reino deles. Na Quimbanda eles chefiam giras, dão ordens para funcionamento de Terreiros, batizam, etc. - mas alguns espíritos dessas falanges foram se infiltrando e sendo aceitos nos Terreiros, como auxiliares - AQUELES QUE PRETENDIAM TRABALHAR DE OUTRAS FORMAS E PELA AJUDA AO PRÓXiMO TAMBÉM.
O que confunde muito é que os Terreiros de antes do CDSE, que não eram de Umbanda, até porque essa palavra não existia, já misturavam os "cumpadres", as "cumadres", os pretos e brancos feiticeiros, os índios "demandeiros", etc e tal.
OBSERVEMOS QUE, pela descrição de como aconteceu a Umbanda no Estado do Rio de Janeiro (Niterói, Bairro - Neves), percebe-se que a idéia inicial era a de, exatamente, SEPARAR AS ENTIDADES QUE VIRIAM TRABALHAR PARA O BEM E A CARIDADE DAQUELAS QUE ANTES NÃO ESTAVAM NEM AÍ PRA ISSO e eram usadas, em sua maioria (não em todas, é claro) para trabalhos de feitiço, amarrações, demandas, encomendas de mortes ...
Com a posterior AUTO ROTULAÇÃO DE UMBANDA assumida por esses mesmos Terreiros foi que houve a maior confusão, a ponto de hoje (e até muito antes), uma grande parte dos seguidores não saberem mais discernir o que é entidade de Umbanda, de Quimbanda, de Candomblé, e por aí vai. Se bem que eu não sei não! Acho que essa "ignorância" é um tanto proposital por parte de uma boa parte.
Os Exus que vinham da Quimbanda para a Umbanda eram doutrinados (ensinados) DE ACORDO COM AS NOVAS REGRAS DE TRABALHO e estavam sempre sob direção de Caboclos ou Pretos Velhos como seus orientadores. Isso na Umbanda mesmo, PORQUE OS QUE APENAS ASSUMIRAM O RÓTULO continuaram a trabalhar da mesma forma, inclusive criando demandas entre Terreiros e filhos de Terreiros, o que acontece ainda até hoje em menor escala.
Quem viveu a Umbanda(?) de muitos anos atrás sabe muito bem disso.
Quantas histórias rolavam sobre "visitas" de Terreiros a outros Terreiros que na verdade tinham o propósito de criar demandas ... Quanto não se ouvia falar que o Terreiro de Mãe "tal" estava em demanda com o Terreiro de Pai "qual" ... Que fulana ou fulano só ia no Terreiro de Cicrano ou Cicrana pra soltar lá os seus pós ... E MESMO ASSIM SE CHAMAVAM "DE UMBANDA".
Existe uma fórmula certa (uma delas apenas) pra se saber se a entidade que se apresenta é de Umbanda mesmo ou está se infiltrando e isso vem de muito tempo. Se ela se apresenta em público com títulos honoríficos, pode ter certeza de que de Umbanda mesmo não é. Pode até ser aceita, mas sempre com reservas e vigilância porque, só pelo fato de se sentir PUBLICAMENTE (perceba bem isso) um príncipe, barão ou doutor, já faz com que fuja do princípio maior da Umbanda - A HUMILDADE!
O problema que acontece aqui é que muitos médiuns se sentem "homenageados" por estarem "recebendo" um "doutor", um "rei", uma "princesa" ... entende, né? Aí, se você tentar explicar esse DETALHEZINHO da Umbanda, vão acabar dizendo até que você discrimina os "entitulados".
Se a entidade foi mesmo um expoente qualquer quando em vida (isso pode ter acontecido) ela pode até, na surdina, confessar isso a seu médium (e isso é caso raro), mas mesmo assim RESERVADAMENTE e não PUBLICAMENTE porque, alardear-se através de títulos que auferiu quando em terra, já é sinal de VAIDADE DA ENTIDADE. Já é sinal de que pretende impressionar o público pelos títulos que possa ter tido E ÀS VEZES ATÉ NÃO - está apenas inventando pra impressionar os ingênuos.
Em contrapartida, espíritos que se metem na vida particular de consulentes, ainda que não chamados para isso (a não ser que seja esta a mola-mestra para a resolução de um problema), espíritos que estão sempre encomendando festas, espíritos que gostam de ser louvados, que pretendam manter seus seguidores à base de medos e ameaças, que gostam de ser invejados em suas atitudes, que gostam de desafiar encarnados e desencarnados (demandas) devido a seus instintos bélicos ainda não controlados, espíritos que se metem na vida amorosa de seus médiuns e/ou consulentes (a não ser que isto seja importante para o equilíbrio psicológico dos mesmos), espíritos que vêm sempre com aquelas "receitinhas de amor", de amarração do ser pretendido, espíritos que gostam de se exibir com pompas e circunstâncias, espíritos que "alugam" sua assitência para ficar cantando loas às sua possíveis vitórias astrais ... Qualquer deles, guardadas as devidas proporções de suas atitudes, NÃO SÃO ESPÍRITOS DA LEI DE UMBANDA E SIM AGREGADOS que podem e devem sim, ser bem recebidos, já que a Umbanda está aí pra isso mesmo. MAS O QUE TODOS TERIAM QUE ENTENDER, é que DEVEM SER BEM RECEBIDOS PARA QUE APRENDAM com as VERDADEIRAS ENTIDADES DE UMBANDA e seus MÉDIUNS, a trabalharem de acordo com a LEI E NÃO AO CONTRÁRIO, quando acontece de espíritos que claramente estão ENRAIZADOS EM SEUS ANTIGOS ANSEIOS MATERIAIS chegarem em Terreiros ditos de Umbanda e, por razões que não cabem nesse momento a análise, PASSAREM A COMANDAR GIRAS, DITAR NORMAS E ATÉ COROAÇÕES de novos filhos.
Meus irmãos ... cuidado! Custa alguma coisa vocês peneirarem certas entidades nem que seja apenas por seus comportamentos nada espiritualizados em certos casos?
E parem com essas idéias implantadas "convenientemente" na cabeça de alguns que afirmam "NÃO SEREM DÍGNOS DE JULGAREM OS ESPÍRITOS"... Desculpem-me mas isso nos parece mais FALSA MODÉSTIA ou POUQUÍSSIMOS CONHECIMENTOS sobre o mundo Astral. Volto a afirmar peremptoriamente (decisivamente): NÃO É PORQUE UM ESPÍRITO LARGOU A MATÉRIA PARA TRÁS QUE VIROU ESPÍRITO SANTO NÃO!
Só aqui entre nós, que ninguém nos leia (Rss)
Tive a oportunidade de ser convidado uma vez, para assistir aos trabalhos do tal de Dr. Fritz que, nessa ocasião, "baixava" no irmão do Zé Arigó.
Esse médium vinha a Niterói, me parece que uma vez por mês e dava suas consultas na casa da mãe de uma amiga professora.
Como eu não sou nem um pouquinho curioso, é claro que fui.
Resumindo: Desde a incorporação (a forma de), até a energia que trazia essa entidade que esteve bem pertinho de mim, deixava claro que ali estava UM BAITA KIUMBÃO, de tão pesada que era.
Mas para a platéia era o DR. FRITZ e nunca ninguém parou pra analisar (e se parou deixou pra lá sem levar em consideração) o porquê de todos os seus médiuns, ou terem MORTES DEPLORÁVEIS (inclusive este sobre quem escrevi) e/ou se verem totalmente enrolados na justiça por falcatruas. Os iguais se atraem, lembra-se?
E perceba mais uma coisa: Se você (ou todos) teve a oportunidade de ver essa entidade, mesmo que pela televisão em outros médiuns, também teve (ou tiveram) a oportunidade de vê-la "rendendo homenagens a Jesus", como qualquer entidade (desencarnada ou encarnada mesmo) da pior à "mais pior" (exagero proposital) que pretenda impressionar seus seguidores, faz com o maior cinismo, DESDE QUE TENHA PLATÉIA PARA ISSO.
Só por esse exemplo (e eu teria muitos mais) já se pode perceber que uma apresentação por "títulos" ou "podêres" pode ser MUITO PERIGOSA, na medida em que, impressionados, TODOS ABREM SUAS GUARDAS, entendeu?
Essa é minha preocupação com os médiuns EMPOLGADOS e os ANÍMICOS. Os MISTIFICADORES têm mesmo é que enfrentar um psiquiatra e até a camisa de força - não podem ser normais.
Como antes, quero deixar bem claro que meu interesse NÃO É INVENTAR UMA NOVA UMBANDA, mas o de deixar bem claro que UMBANDA NÃO É BRINCADEIRA e que LIDAR COM O MUNDO ASTRAL PODE SER MUITO PERIGOSO PARA QUEM SE DESLUMBRA COM OS EFEITOS ESPECIAIS QUE ALGUMAS ENTIDADES SABEM MUITO BEM CRIAR.
Que Zambi nos mantenha sempre os olhos bem abertos e voltados para a LUZ!
Postado por Claudio Zeus em: Segunda-feira, Outubro 29, 2007